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Home > Politica > 01/09/2010 16.53.47


Bispos africanos em visita pela Europa debatem futuro dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio


(1/9/2010) Altos responsáveis da Igreja Católica em África vão avistar-se com líderes europeus entre 7 e 18 de Setembro para debater o futuro dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM). A iniciativa, coordenada pelo /a> , inclui encontros a realizar em seis países entre uma comitiva de bispos africanos, acompanhada por peritos, e dirigentes do Velho Continente. As reuniões têm como objectivo debater a situação em África e redefinir as prioridades ao nível dos esforços que podem ser feitos para combater a pobreza, antecipando a assembleia de avaliação dos ODM que as Nações Unidas organizam em Nova Iorque de 20 a 22 de Setembro Segundo a /a> , plataforma internacional de agências de desenvolvimento católicas, “a Igreja em África, muitas vezes o único actor da sociedade civil capaz de chegar a comunidades remotas, garante serviços na ausência de governos eficazes”. A delegação do episcopado africano pretende transmitir relatos que reforcem a convicção de que a mudança positiva no continente pode acontecer. A CIDSE defende que a ponderação destas experiências aquando da tomada de posições políticas é crucial para ultrapassar dificuldades que impedem o desenvolvimento do continente africano. A comissão inclui os bispos João Silota, de Moçambique, e Louis Portella-Mbuyu, do Congo-Brazzaville, que tem defendido uma maior clareza na gestão das receitas de petróleo como medida essencial para retirar da miséria a população de países ricos em recursos naturais. A comitiva integra também especialistas da Igreja nas áreas da Justiça, Paz e VIH-SIDA de países como a Nigéria, o Gana e o Benim. O programa da deslocação prevê um encontro na sede do Parlamento Europeu, em Bruxelas, a 15 de Setembro, entre D. Louis Portella-Mbuyu e o Comissário Europeu para o Mercado Interno, Michel Barnier. Na reunião vai ser analisada a falta de transparência das indústrias de extracção em África, cujas receitas são mal redistribuídas, privilegiando sobretudo as multinacionais e pequenas elites.
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